Jornada de contrastes

Entre Iqique e Arica, a “especial” do dia tinha 377 Km, maioritariamente em piso pedregoso, mas também com sectores de terra arenosa e dunas de areia, e ainda com partes bastante exigentes na navegação.

Hélder Rodrigues foi o 4.º mais rápido na jornada, atrás de Joan Barreda, Marc Coma e Cyril Despres, consolidando o 3.º lugar na classificação geral. “Fiz a etapa quase sempre sozinho. De início o Paulo apanhou-me e veio atrás de mim, mas depois atrasou-se,” explicou Rodrigues. Além disso, “ontem mudámos o motor, mas tudo correu bem e estamos firmes no 3.º lugar.” No entanto, até ao momento a organização ainda não introduziu os 15 minutos de penalização pela troca de motor, mas tal não afecta o posicionamento do lusitano no acumulado da prova.

Paulo Gonçalves viveu uma jornada de contrastes. Foi o mais rápido durante a primeira metade da etapa, mas depois sofreu aparatosa queda, ao embater numa pedra escondida na areia. Gonçalves prosseguiu em acção, acabando por averbar o 12.º tempo do dia, mas posteriormente foi “brindado” com 6 horas de penalização, por motivos ainda não divulgados pela organização. Em consequência, baixou do 7.º para o 36.º lugar na tabela geral.

Este atraso de Gonçalves permitiu a Ruben Faria subir uma posição, fechando agora o “top ten”, sendo igualmente o 10.º na tirada. “Foi uma etapa tranquila. Encontrei rapidamente um bom ritmo mas sem correr riscos, pois a disputa do primeiro lugar está ao rubro. Tenho de garantir que se o Cyril necessitar da minha ajuda… eu vou lá estar!”

Pedro Bianchi Prata também registou um dia sem percalços dignos de nota. Foi 50.º na etapa, e surge agora no 47.º posto na “geral” da prova. “Não tive nenhum problema, mas também não arrisquei nada. Havia uma parte difícil de navegação, onde muita gente se enganou. Vou continuar a manter este ritmo para chegar a Lima.”

Na dianteira, a luta pela vitória está cada vez mais assanhada entre Despres e Coma, agora separados por escassos 21 segundos. Amanhã a caravana deixa o Chile e entra no Perú, país que recebe pela primeira vez o “Dakar”. Além de 171 Km de ligação, o “prato de substância” será o sector selectivo com 538 Km. Por outro lado, esta constitui a primeira parte de uma “etapa maratona”, e isso significa que no final no dia apenas os pilotos podem fazer intervenções mecânicas nas suas máquinas.

Classificação – após a 10.ª etapa: 1.º Cyril Despres (KTM) 9h07m39s; 2.º Marc Coma (KTM) a 0.21; 3.º Hélder Rodrigues (Yamaha) a 45.56; 4.º Jordi Viladoms (KTM) a 1h18.52; 5.º Stefan Svitko (KTM) a 1h24.38; 6.º Gerard Farres Guell (KTM) a 1h35.21; 7.º Pal Anders Ullevalseter (KTM) a 1h56.22; 8.º Olivier Pain (Yamaha) a 2h08.22; 9.º Alessandro Botturi (KTM) a 2h15.51; 10.º Ruben Faria (KTM) a 2h40.27; … 36.º Paulo Gonçalves (Husqvarna) a 7h41.41; … 47.º Pedro Bianchi Prata (Husqvarna) a 10h21.46; etc.

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